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Secretaria de Educação reorganiza o Projeto SER em Mogi Mirim com atividades diversificadas

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Buscando atender a Resolução do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica nº 7, de 1º de agosto de 2025, que institui as Diretrizes Nacionais Operacionais para a Educação Integral em Tempo Integral na Educação Básica, a Prefeitura de Mogi Mirim, por meio da Secretaria Municipal de Educação, está reorganizando a Educação Integral no município, de modo a oferecer, a partir de 2026, uma formação mais integrada, dinâmica e alinhada às novas orientações nacionais.

Nas escolas que desenvolvem o Projeto SER, no contraturno escolar, as crianças do 1º ao 5º ano da Educação Básica passarão a participar de oficinas de musicalização, expressão corporal, teatro, circo, hip hop e jogos cooperativos, realizadas dentro das próprias unidades escolares, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, a Lyra Mojimiriana e o ICA (Instituição de Incentivo à Criança e ao Adolescente). Essas propostas seguem as diretrizes da nova política nacional, que valoriza múltiplas linguagens e formas de aprender.

“A ampliação de práticas culturais e expressivas envolve diferentes dimensões de desenvolvimento das crianças. Quando realizamos oficinas de circo no ambiente escolar com o apoio do ICA, articulamos movimento, criatividade e sensibilidade artística. No teatro, trabalhamos expressão, oralidade e imaginação. A criança mantém suas atividades usuais, mas passa a ter acesso a uma variedade maior de experiências pedagógicas, que ampliam repertórios e estimulam novas formas de interação”, destacou a secretária de Educação, Josélia Longatto Fuídio.

Uma das novidades introduzidas no Projeto SER é a oficina de Hip Hop, que integra música, ritmo, corpo e cultura urbana. Neste semestre, em caráter piloto, a Secretaria de Educação levou a proposta às Emebs (Escola Municipal de Educação Básica) “Álfredo Bérgano”, o Caic, no Jardim Europa, e “Cleuza Marilene Vieira de Melo”, no Aterrado. O objetivo do piloto era avaliar o engajamento e a receptividade dos estudantes em diferentes contextos socioculturais. Segundo Josélia, o resultado foi muito positivo: houve aumento visível de participação, motivação e envolvimento das turmas, além de fortalecimento do senso de pertencimento e expressão espontânea das crianças.

“Os estudantes receberam a oficina de Hip Hop com muito entusiamo e curiosidade, participaram ativamente, interagindo com o educador e com os colegas. Realizaram movimentos, escutaram músicas e tiveram um bate papo muito produtivo sobre a cultura do Hip Hop. A oficina contribuirá com a formação integral dos estudantes fortalecendo o desenvolvimento do corpo e da mente”, reforçou Sérgio Henrique de Campos, diretor do Caic.

Nesse sentido, a Secretaria de Educação buscou, ao introduzir novas atividades, oferecer um projeto pedagógico integrado, pensado para ampliar repertórios, promover convivência, fortalecer o desenvolvimento motor e emocional e trazer novas possibilidades para o cotidiano escolar. Desse modo, a reorganização proposta pela gestão municipal, com ampliação das experiências, diversificação das práticas e uso ampliado dos diferentes espaços escolares, está rigorosamente alinhada ao que determina a normativa federal.

Ao estruturar oficinas artísticas, expressivas, culturais, corporais e lúdicas de forma articulada, a rede municipal cumpre o que estabelece a Resolução, que determina que a Educação Integral deve promover “experiências significativas que ampliem repertórios culturais, corporais, científicos e sociais” (Art. 15 da Resolução CNE/CEB nº 7/2025), articulando escola, território e diferentes linguagens formativas.

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